
A Reforma Tributária do Consumo é uma das maiores transformações já vistas pelo sistema fiscal brasileiro. Criada para simplificar, desburocratizar e aumentar a transparência sobre os tributos pagos, ela promete ganhos em eficiência, segurança jurídica e competitividade para as empresas brasileiras, mas também impõe desafios durante a transição.
As empresas brasileiras ainda não estão plenamente preparadas para essa transição: apenas 38% já iniciaram o mapeamento de impactos, e a principal dificuldade está em adaptar processos internos e sistemas ao novo modelo fiscal.
Para identificar estes cenários, encomendamos uma pesquisa via Opinion Box, sob pedido e exclusividade da Qive, entre 25 de agosto e 18 de setembro de 2025, com 406 respostas de profissionais das áreas fiscal, financeira, compras, contábil e TI. A análise combina percepções dos respondentes com dados da inteligência artificial da Qive para leitura da lei original, criando um panorama sobre como empresas de diferentes portes estão se preparando para a Reforma Tributária do Consumo que entra em vigor em 2026, com transição até 2033.
Ao final, você também encontrará uma breve análise de especialistas convidados a respeito do que os líderes devem esperar do próximo ano.
Aprovada em 2023 no Congresso brasileiro, a Reforma Tributária do Consumo (RTC) entra em vigor em 2026 e terá sua implementação gradual até 2033. Nesse intervalo, os dois modelos tributários (o atual e o novo) coexistirão, gerando desafios adicionais à gestão fiscal e financeira dos negócios impactados.
Apesar da proximidade do prazo para o início da transição, a pesquisa da Opinion Box, contratada com exclusividade para a Qive, mostra que poucas empresas estão mapeando os impactos relativos às suas mudanças.
A adaptação às mudanças que virão com a reforma irá exigir uma série de revisões de processos internos nas empresas: desde as rotinas de faturamento até a apuração de tributos, o compliance e a escrituração fiscal. Isso porque a lógica de cálculo e de escrituração muda com os novos principais tributos que serão criados: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Mais do que uma simples troca de nomenclaturas e mudança de tributos, a RTC representa uma mudança estrutural na forma como as empresas se relacionam com clientes, fornecedores, pagamentos e com o próprio fisco. Nesse contexto, a integração entre áreas como contas a pagar, compras, vendas, contabilidade, fiscal, jurídico e tecnologia da informação será fundamental, com níveis de preocupação e intensidades diferentes a depender do setor.
Embora 2025 devesse ser um ano de preparação, capacitação e ajustes internos, a pesquisa da Qive, por meio da Opinion Box, mostra que apenas 38% das empresas já iniciaram o mapeamento de impactos. Enquanto isso, uma parcela significativa de 40% ainda não começou a olhar para as mudanças, apesar de 25% já estar planejando fazê-lo.
A sua empresa já mapeou os possíveis impactos da Reforma Tributária nas suas operações?
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
Sobre a visão que as empresas têm sobre a transição fiscal, há dois campos principais: enquanto metade delas enxerga a Reforma como um risco de aumento nos custos ou um desafio operacional que exigirá mudanças globais, outra parte significativa encara como uma oportunidade de rever processos e tecnologias ou mesmo de melhorar o fluxo de caixa por meio da gestão de créditos.
A Reforma Tributária é vista pela sua empresa como…
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
Essa dualidade de percepção é um forte indicador de maturidade de gestão e uma chance para as empresas reverem seus processos: isso porque as que já possuem uma base digital e processual sólida estão mais aptas a enxergar as oportunidades estratégicas em meio à mudança. Ao passo que outras que já lutam com ineficiências internas veem a reforma como uma ameaça que irá exacerbar seus problemas existentes. Este último grupo está representado pelos 24% dos respondentes que declararam ainda não ter avaliado a fundo os impactos da RTC, o que indica imaturidade na gestão fiscal e financeira.
Entre as empresas que já iniciaram o mapeamento com apoio de consultoria (17%), 68% afirmam ver a RTC como oportunidade de rever processos e tecnologias, sinal de maior maturidade digital e de governança.
O prazo entre o fim de 2025 e o início de 2026 é exíguo para mapear processos, envolver áreas (financeiro, compras, TI, fiscal) e adaptar os sistemas. Pouco se resolve nos meses finais do ano, considerando as outras preocupações rotineiras das áreas.
Portanto, as empresas que ainda estão na fase de planejamento provavelmente terão uma maturidade limitada para navegar o primeiro ano de transição. Ou terão que investir mais em consultoria e capacitação.
A Reforma Tributária será implantada em etapas, o que exige uma visão de curto, médio e longo prazo:
Apesar de faltar planejamento por parte de uma grande parcela das empresas, independentemente do regime de tributação principal de suas atividades, a maior parte delas será afetada em alguma medida pela reforma.
25%
declararam atuar no Simples Nacional, que terão tratamento diferenciado na RTC, mas que precisam entender os impactos em fornecedores e clientes, especialmente o repasse de custos e a perda de competitividade.
24%
declararam atuar com o Lucro Real, indicando empresas maiores, com estrutura mais robusta, atreladas a preocupações com créditos, split payments e mudanças em precificação. Na pesquisa, 9% citaram risco de acúmulo de crédito e 9% impacto no fluxo de caixa.
19%
declararam atuar com o Lucro Presumido, e podem viver algumas distorções na transição, como a dupla apuração no modelo atual de CBS/IBS, uma vez que hoje simplificam o cálculo.
Além disso, a grande maioria das empresas respondentes ao questionário atua como prestadoras de serviço (57%), que tendem a ser as mais impactadas diante da adoção dos novos impostos (IBS e CBS), uma vez que a carga sobre mão de obra deve aumentar.
Por que os serviços serão mais impactados?
O CBS e o IBS incidem sobre uma base mais ampla do que o sistema atual (PIS/Cofins e ISS), reduzindo benefícios e elevando a carga tributária efetiva.
Por fim, quase 1 em cada 3 empresas brasileiras declarou depender de incentivos fiscais estaduais, a exemplo da redução do ICMS. Esses benefícios serão gradualmente extintos até 2033, afetando margens, contratos e localização de operações.
E como as empresas pretendem se adaptar:
Dada a complexidade da nova legislação, as empresas mostraram que vêm buscando caminhos diferentes para acompanhar e se adaptar à transição.
No topo das medidas adotadas, “treinamento” (17%) aparece como a mais citada, seguida de uma estratégia de vigilância e análise com “acompanhamento contínuo das propostas e notas técnicas da reforma” (13%), reconhecendo a necessidade de ajuda externa com o “apoio de consultorias especializadas para planejamento e adaptação” (também 13%).
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
Na Panorama Fiscal e Financeiro 2025, elaborada no ano passado pela Qive, o resultado da pesquisa mostrava que 64% das grandes empresas planejavam apostar em treinamentos para as equipes e 47% em consultoria especializada para encarar a RTC.
A pesquisa elaborada neste ano confirmou que, de fato, as empresas de grande porte são as mais engajadas nas medidas adotadas. Enquanto isso, em muitos negócios de menor porte, vigora um cenário de inércia – um risco significativo para tais empresas, que podem ser pegas de surpresa pelas mudanças.
Na tabela abaixo, as porcentagens representam a proporção de empresas em cada categoria que estão adotando a respectiva ação, com os valores mais notáveis destacados.
Mas, apesar de muitas das empresas ainda estarem na fase de planejamento, elas relataram que esperam ou mesmo já até sentem alguns impactos em seus processos.
O maior deles é a “necessidade de capacitação de equipes e mapeamento de processos” (17%), seguido de “envolvimento maior de áreas como TI, fiscal, compras e comercial” (13%), evidenciando tanto um senso de urgência no treinamento das equipes para lidar com os desafios de mercado e as mudanças regulatórias como também um reconhecimento crescente de que a RTC não é um evento isolado do departamento fiscal.
Quais impactos sua empresa espera ou já está enfrentando com a Reforma Tributária?
(Respostas múltiplas)
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
A preparação dos sistemas de backoffice das empresas é vital para evitar complicações a partir de 2026, sendo as principais tarefas a adequação de sistemas e documentos fiscais, inclusão de novos campos e a alteração do CNPJ para o formato alfanumérico.
Atualmente, metade das empresas entrevistadas declarou já fazer uso de alguma ferramenta de gestão integrada (ERP) ou de outros sistemas, que cumprem e automatizam funções como relatórios (20%), entrada de documentos (15%) e cadastros (também 15%). A conferência dos documentos, no entanto, aparece como uma das atividades menos automatizadas (11%).
Essas providências mostram que, com a chegada da reforma, a frequência dos processos de conferência deve aumentar – atualmente, a maioria declara que a checagem é mensal ou semanal, ainda distante da prática de monitoramento contínuo, indicando risco de erros acumulados e multas.
Com a transição da RTC a partir de 2026, mais da metade pretende automatizar e/ou aumentar a frequência (60%) deste processo de conferência. Mas outro grande bloco ainda segue parado.planejamento por parte de uma grande parcela das empresas, independentemente do regime de tributação principal de suas atividades, a maior parte delas será afetada em alguma medida pela reforma.
Com a chegada da Reforma Tributária, sua empresa pretende revisar ou mudar a frequência desse processo?
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
“Conseguimos tirar o Fiscal das atividades operacionais, como lançamento manual de notas. Com automação, esse time passa a ser protagonista do negócio, e usa seu conhecimento para que a empresa prospere.”
Leandro, Controller da Unidas
A RTC também vai impactar outras áreas, como a de compras, uma vez que este setor deverá garantir que os fornecedores estejam em conformidade fiscal (emissão de documentos, recolhimento de tributos e opção pelo IBS/CBS do Simples Nacional).
O questionário mostra que mais da metade dos setores de compras ainda estão em análise, discussão e planejamento iniciais (63%). No entanto, 28% já têm implementação prática, com 10% deles registrando progressos significativos. Ou seja, a pesquisa mostra que o setor de compras tem assumido algum protagonismo na RTC.
Como sua área de Compras está se preparando para a Reforma Tributária?
Fonte: dados Opinion Box, encomendado por Qive para o Panorama do Contas a pagar 2026
Um levantamento realizado a partir da ferramenta proprietária da Qive revelou um dado importante sobre o comportamento das organizações. A ferramenta analisa os 544 artigos da Reforma Tributária e entrega, em minutos, apenas o que é relevante para a empresa, com base no setor (CNAE). O objetivo é simplificar e facilitar o acesso à informação para pessoas que estão lidando com esse tema dentro das empresas. Com base nos acessos e pesquisas realizadas nos filtros, conseguimos identificar padrões.
Apesar de a pesquisa da Opinion Box, encomendada com exclusividade para a Qive, apontar que sistemas, processos e capacitação estão entre as principais prioridades de adaptação à reforma, as análises das buscas sugerem que as dores mais concretas se concentram em duas frentes: o split payment e a gestão de créditos tributários.
Isso mostra que o interesse das empresas está nos pontos que afetam fluxo de caixa, gestão/governança de créditos e compliance documental.
Os termos mais pesquisados na ferramenta da Qive e seus significados
Split payment, crédito e documento fiscal. Esses três elementos definem a mecânica da nova tributação sobre o consumo.
A busca indica um forte interesse e preocupação com esse mecanismo da reforma, considerado a inovação mais ousada na nova legislação, pois determina que os tributos (CBS e IBS) sejam recolhidos no momento do pagamento da transação, e não mais em bases mensais, impactando, entre outras coisas, o fluxo de caixa empresarial. As empresas que mais buscaram os termos foram as de tecnologia, varejo e indústria, identificadas por meio do CNAE.
É o segundo maior ponto de atenção, com dúvidas sobre direito ao crédito e classificações. Ele muda a lógica de compensar — pela RTC, o crédito só poderá ser apropriado pelo adquirente se o fornecedor tiver efetivamente pago o tributo. Nos dados de busca, “crédito” e as variações aparecem em 18% das menções, e na survey 9% dos respondentes já reconhecem risco de perda/acúmulo de créditos. É um tema menos popular que split, mas que será central para a gestão financeira e para a relação com fornecedores.
Um dado que conecta “split” e “crédito” é a centralidade do documento fiscal. Nas buscas, o termo aparece em 9% das menções e esteve presente em 100% dos meses analisados.
Isso acontece porque a nota fiscal passa a ser o veículo de confiança: é nela que o fornecedor precisa destacar corretamente o IBS/CBS e os dados que permitam vinculação com a transação financeira. Qualquer falha nesse elo compromete tanto o recolhimento via split quanto a apropriação do crédito pelo adquirente.
Dessa forma, a RTC não compreende apenas a criação de novos tributos, mas, sim, de uma reformulação da jornada e importância da nota fiscal no ciclo do Contas a Pagar.
A Reforma Tributária do Consumo inaugura um ciclo de transição técnica, mas, para os especialistas, 2026 representa sobretudo uma mudança cultural.
O primeiro ano da implementação traz uma agenda que ultrapassa a esfera fiscal: exige integração operacional, reforço da resiliência financeira, mitigação de riscos e reposicionamento estratégico do Contas a Pagar dentro da governança corporativa.
No início deste capítulo, vimos que apenas 38% das empresas iniciaram o mapeamento de impactos. Para os especialistas, esse número revela algo maior: a chegada de 2026 consolida a necessidade de uma operação conectada, em que decisões fiscais, financeiras e tecnológicas deixam de ocorrer em silos.
A Reforma exige revisão de rotinas, redesenho de processos e adaptação de sistemas. Entretanto, segundo os especialistas, essa resposta precisa ir além da dimensão fiscal.
Como resume Sara Santos, Diretora Tributária na Colgate Palmolive:
“É o momento de revisar processos, corrigir distorções, mostrar números que nunca foram olhados, e usar a Reforma como alavanca para melhorar a empresa como um todo.”
Mas a resposta das empresas não deve ser apenas fiscal; deve ser estrutural.
A mudança tributária acelera a necessidade de integração entre áreas que historicamente operaram de forma independente — Contas a Pagar, Fiscal, Compras, Comercial, Jurídico e TI. Para os especialistas, essa é a base da nova governança que o próximo ano exigirá.
Tatiana Dalberto, Diretora e Head de Tax & Holding LATAM na Electrolux, reforça que essa integração não é opcional:
“Sem entendimento e sem conscientização, os riscos aumentam, e eles são reais. A revisão precisa ser do negócio inteiro: materiais, cadastros, fornecedores, clientes, importações. É o momento de rever tudo e construir mecanismos que blindem a empresa de erros e perdas.”
A exigência legal de que apenas existe crédito se houver pagamento efetivo posiciona o Contas a Pagar no centro da conformidade e do fluxo de caixa.
A área vista como operacional passa a ser guardiã:
da qualidade dos dados;
da rastreabilidade entre documento, valor e pagamento;
da validação que habilita crédito tributário.
Isis Abbud, co-CEO e cofundadora da Qive, sintetiza essa mudança:
“O Contas a Pagar sai da periferia e vira ponto central da sustentabilidade financeira.”
Jaqueline Almeida, Diretora de Contabilidade e Processos Financeiros da Vivo, complementa ao destacar a transformação cultural necessária:
“O Contas a Pagar só é lembrado quando dá problema. A Reforma Tributária é um bom argumento para mudar isso. Há oportunidades reais de evolução, mitigação de riscos e geração de valor.”
*Citações extraídas da apresentação realizada no evento Qive Conecta, em setembro de 2025
Mas a execução não ocorre em um ambiente neutro: há restrições de tempo, freezing de sistemas, disputas por orçamento e necessidade de priorização. Nesse contexto, ganham protagonismo as áreas capazes de traduzir riscos fiscais e operacionais em impactos financeiros concretos.
Entre os riscos ampliados pela Reforma, especialistas destacam: operações fiscais invisíveis (como rebates e aluguéis), fornecedores não preparados, falhas de integração entre sistemas, riscos de fraude digital, pressões de caixa e o avanço da fiscalização algorítmica.
Quem tratar a Reforma apenas como mudança tributária corre o risco de enxergar tarde demais o impacto financeiro, reputacional e operacional do não alinhamento.
Novo perfil de profissional é a chave
O ativo crítico de 2026 será humano. O profissional financeiro do próximo ano não será o mesmo. O Contas a Pagar vai precisar de habilidades analíticas e soft skills como:
leitura de dados
afinidade tecnológica
reskilling
mentalidade de mudança
colaboração entre áreas
A escassez de talento torna isso urgente, e as empresas precisarão formar e reter esse perfil híbrido.
Como destaca Adriano Subirá, ex-Auditor Fiscal da Receita Federal:
“capacitar equipes, redesenhar processos e atualizar sistemas são obrigações; a Reforma só funciona quando está no topo da agenda executiva.”
*Citação extraída da apresentação realizada no evento Qive Conecta, em setembro de 2025
A análise deste capítulo mostrou o estado da preparação das empresas. Esta visão projeta o que será necessário para navegar 2026 com eficiência, ou seja, transformar obrigação em vantagem competitiva.
Aqui vai uma sugestão de checklist para preparar o Contas a Pagar e a operação da sua empresa para 2026:
1. Integrar áreas de forma definitiva
Contas a pagar, Fiscal, Compras, Comercial, Jurídico e TI não podem mais operar isoladamente.
2. Redefinir o papel do Contas a Pagar como centro de sustentabilidade financeira
É onde fluxo de caixa, crédito tributário, compliance e risco se encontram.
3. Mapear e mitigar riscos com rigor operacional
De cadeia, de governança, de fraude digital, de fluxo de caixa e de conformidade.
4. Desenvolver talentos e promover transformação cultural
O novo Contas a Pagar exige leitura analítica, colaboração, visão de processo e afinidade tecnológica. 2026 será lembrado como o ano da maturidade operacional: quando a Reforma deixou de ser um capítulo fiscal e se tornou um projeto estratégico do negócio.
O Panorama do Contas a Pagar 2026 mostra que a maioria das empresas continua em fase inicial de preparação, especialmente as de pequeno e médio porte. Enquanto isso, as grandes empresas já avançam em treinamento, revisão de sistemas e uso de automação.
Essa assimetria tende a influenciar diretamente competitividade, conformidade e fluxo de caixa.
A Reforma, porém, não se limita à criação do IBS e da CBS. Ela redefine a jornada operacional de Compras, Fiscal, Financeiro e TI, trazendo para o centro do backoffice três pilares críticos: split payment, gestão de créditos tributários e documento fiscal como elo de comprovação.
Esses elementos conectam a tecnologia ao risco e ao caixa, exigindo processos mais integrados, dados mais confiáveis e automação em maior escala.
A transição até 2033 oferece tempo, mas não reduz a urgência. As empresas que já iniciaram ajustes — mapeamentos, revisão de cadastros, integração entre áreas e atualizações de ERP — constroem vantagem clara.
Para quem ainda não começou, 2026 será o ano decisivo para estabelecer bases mínimas de conformidade e evitar impactos financeiros e operacionais significativos.
Insight
Compreender como o mercado está reagindo à Reforma é essencial para medir o nível de maturidade e risco das operações empresariais no Brasil. Como as empresas se adaptam agora definirá como elas vão lidar com crédito, fluxo de caixa e governança nos próximos anos. No fim, entender a preparação é entender o novo padrão do backoffice brasileiro.